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Horas após inauguração, Delegacia da Mulher de VG registra caso de feminicídio

Na madrugada desta quinta-feira (7), por volta das 3h, um homem de 67 anos entrou na delegacia recém-inaugurada para admitir que havia matado a esposa, Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos.

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Inaugurada na noite desta quarta-feira (6), a nova sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis começou a funcionar em meio a uma realidade brutal: poucas horas após a cerimônia oficial, a unidade recebeu o primeiro caso — um feminicídio confessado pelo próprio autor do crime.

Na madrugada desta quinta-feira (7), por volta das 3h, um homem de 67 anos entrou na delegacia recém-inaugurada para admitir que havia matado a esposa, Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos.

O caso escancara, logo nas primeiras horas de funcionamento da nova estrutura, a dimensão da violência doméstica e do feminicídio em Mato Grosso. A unidade, criada para fortalecer o atendimento às mulheres vítimas de violência, estreou sendo confrontada exatamente pelo tipo de crime mais extremo que busca combater.

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, após a confissão, a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações.

Ao delegado Rogério Gomes, o suspeito relatou que matou a companheira ainda na terça-feira (5), por volta das 4h da manhã. Como justificativa, alegou uma suposta traição.

A sequência dos fatos chamou atenção de investigadores e servidores da própria Polícia Civil. A nova delegacia havia sido entregue pelo Governo do Estado horas antes, como símbolo do reforço na rede de proteção às mulheres em situação de violência. Antes mesmo do amanhecer seguinte, a equipe já lidava com um caso consumado de feminicídio.

O episódio evidencia que, apesar dos investimentos em estrutura, tecnologia e ampliação do atendimento, o enfrentamento à violência contra a mulher segue sendo um dos maiores desafios da segurança pública. Delegacias especializadas surgem como instrumentos fundamentais de acolhimento, investigação e proteção, mas acabam também se tornando retratos imediatos da gravidade do problema.

O suspeito foi preso e deve responder por feminicídio. O caso segue sob investigação da DHPP.

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