O suspeito de matar a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, falou pela primeira vez com a imprensa após deixar a Delegacia de Estelionato, nesta quarta-feira (6), e admitiu o crime. Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, afirmou que “perdeu a cabeça” durante conflitos no relacionamento e disse estar arrependido.
Apesar de ter permanecido em silêncio durante o depoimento formal, o investigado respondeu a perguntas de jornalistas do lado de fora da unidade policial. “Eu perdi a cabeça e fiz besteira”, declarou.
Ao comentar a relação com a vítima, ele alegou problemas familiares e disse que teria sido afastado do convívio com o filho. “Ela me afastou de todo mundo da minha família, proibiu eu de ver meu filho. Com o tempo, eu perdi a cabeça”, afirmou.
Questionado sobre arrependimento, o suspeito respondeu: “Lógico que eu estou arrependido”. Em seguida, ao ser perguntado se repetiria o crime, negou: “Lógico que não, está doido!”. Antes de entrar na viatura, ele ainda disse: “Sinto muito”.
Jackson já havia confessado à Polícia Civil que matou a companheira por estrangulamento, utilizando uma abraçadeira plástica conhecida como “enforca-gato”. Após o crime, ele enterrou o corpo no quintal de uma residência no bairro Parque Cuiabá, onde foi localizado enterrado a cerca de dois metros de profundidade.
As investigações apontam ainda que o suspeito tentou simular um sequestro para despistar a polícia antes de admitir o feminicídio.
















