O pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo (Democracia Cristã), comentou nessa segunda-feira (204), em Cuiabá, a crise interna que resultou na saída do produtor rural Antônio Galvan da sigla.
Rebelo afirmou que não teve influência na intervenção da diretoria nacional que destituiu o comando estadual do partido, então liderado pela advogada Paula Boaventura, esposa de Galvan.
A saída de Galvan ocorreu após o produtor sinalizar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), ignorando o próprio correligionário.
Questionado sobre a perda de um aliado importante no agronegócio, Aldo Rebelo lamentou que Galvan não tenha permanecido.
“É um bom quadro, mas não tenho o comando da vida partidária para interferir”, declarou durante o evento do LIDE.
A cúpula nacional do Democracia Cristã dissolveu o diretório em Mato Grosso para tentar forçar um alinhamento diferente para o Senado.
Segundo Galvan, o partido queria que ele desistisse de sua candidatura para apoiar a deputada estadual Janaina Riva (MDB), proposta que ele rejeitou. Além disso, a preferência de Galvan pela família Bolsonaro criou um clima insustentável com Aldo Rebelo. Agora, o produtor migrou para o Avante, onde recebeu garantias para manter sua disputa ao Senado.
Apesar da baixa na estrutura partidária local, Rebelo afirmou que sua campanha não depende de nomes específicos, mas sim do contato direto com o eleitor mato-grossense. O ex-ministro aposta em um discurso nacionalista para conquistar votos na região.
“O meu palanque é o Mato Grosso todo. Em qualquer cidade que eu chegar, eu conheço o estado”, disparou, minimizando qualquer prejuízo eleitoral pela troca de legenda de Galvan.

















