Uma investigação foi instaurada pela Polícia Civil após o Ministério Público Estadual (MPMT) determinar a apuração de denúncias contra um padre por supostos desvios de recursos e abusos psicológicos em paróquias de Barra do Garças (a 520 km de Cuiabá).
As suspeitas recaem sobre o padre Vandilson Pereira Sobrinho, que atuou entre 2023 e 2024 nas paróquias Senhor Bom Jesus da Lapa, em Ponte Branca, e São José Operário, em Araguainha, ambas ligadas à Diocese de Barra do Garças.
De acordo com a denúncia, apresentada por um ex-seminarista, valores de dízimos, ofertas e arrecadações de eventos religiosos teriam sido direcionados para contas pessoais do sacerdote, por meio de transferências via Pix. Fiéis também relataram inconsistências financeiras, destacando que, após a saída do padre, os valores arrecadados praticamente dobraram.
O material entregue às autoridades reúne mais de 180 páginas, incluindo comprovantes, conversas e depoimentos. Além das suspeitas financeiras, o documento aponta um suposto padrão de abusos psicológicos contra o denunciante, com relatos de humilhações públicas, ameaças e condições degradantes dentro da casa paroquial.
Segundo o ex-seminarista, ele teria sido submetido a situações como privação de alimentos, exposição vexatória durante celebrações e cobrança de despesas pessoais. O caso teria evoluído para problemas de saúde, com registros de internações médicas relacionadas ao quadro emocional.
A denúncia também menciona possíveis irregularidades envolvendo terceiros, incluindo relatos de fiéis sobre práticas autoritárias e cobranças indevidas dentro das comunidades religiosas.
Paralelamente, o denunciante acionou instâncias da Igreja Católica, incluindo o Vaticano, solicitando o afastamento do sacerdote durante as investigações, com base no Direito Canônico.
A Polícia Civil conduz o inquérito para apurar os fatos e verificar a existência de crimes relacionados às denúncias apresentadas.
















