O assassino do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, morto em 2024 em Cuiabá, foi localizado pelas forças de segurança após sair do local onde estava escondido para cometer um roubo a uma residência no município de Itaboraí, no estado do Rio de Janeiro. A movimentação foi decisiva para a abordagem e prisão de Raffael Amorim de Brito, que estava foragido desde o crime.
A captura ocorreu após uma força-tarefa coordenada pela Polícia Militar de Mato Grosso, por meio da Diretoria da Agência Central de Inteligência, em conjunto com a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal e o Gaeco de Mato Grosso.
De acordo com as investigações, Raffael vinha sendo monitorado há meses e estava escondido no Rio de Janeiro, estado frequentemente utilizado como refúgio por integrantes e aliados do Comando Vermelho, facção criminosa que teria financiado sua fuga e permanência fora de Mato Grosso. O cerco se fechou quando ele deixou o local de apoio para tentar praticar um novo crime patrimonial.
A tentativa de roubo permitiu que os setores de inteligência confirmassem sua localização exata e realizassem a abordagem sem confronto, encerrando a fuga do principal suspeito pela execução do policial militar.
O secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri, afirmou que a prisão é resultado de um trabalho persistente de inteligência. “As forças de segurança de Mato Grosso nunca iriam parar até encontrar e prender o suspeito do assassinato do sargento Odenil”, declarou.
O comandante-geral da Polícia Militar, Fernando Tinoco, destacou que a captura reforça o compromisso da corporação no enfrentamento ao crime organizado. “Essa é a resposta que a Polícia Militar dá a quem comete crime em nosso Estado. Nada fica cego aos olhos da inteligência da Polícia Militar e ninguém ficará impune”, afirmou.
Raffael Amorim é apontado como o autor dos disparos que mataram o sargento Odenil Alves Pedroso em 28 de maio de 2024, em uma lanchonete em frente à UPA Morada do Ouro, em Cuiabá. O militar estava em jornada extraordinária quando foi executado e chegou a ser socorrido pelo Ciopaer, mas não resistiu.

















