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Cristiano puxa bonde das saídas com Safira, Jader e Martínez e afirma que “quase ninguém vai ficar”

Presidente reage ao desempenho abaixo do esperado na Série B e anuncia que o clube passará por sua maior reformulação dos últimos anos

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O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, fez uma avaliação profunda da temporada após o clube terminar a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro na décima colocação, somando 54 pontos e ficando oito atrás do Remo, equipe que encerrou a competição no quarto lugar e garantiu a última vaga do G4. Para o dirigente, o desempenho ficou muito abaixo do potencial do elenco e expôs falhas estruturais que precisarão ser corrigidas com urgência antes do início do próximo ano. Dresch afirmou que o clube perdeu sua essência competitiva ao longo da campanha e que a reconstrução será ampla, firme e definitiva.

Ao detalhar essa perda de identidade, o presidente afirmou que o problema vinha sendo percebido há bastante tempo. Ele explicou que a desconexão entre o elenco e o que o Cuiabá representa em campo não surgiu de um dia para o outro, mas de uma série de decisões que se acumularam. Em suas palavras, “Nós perdemos a nossa identidade. Isso eu tenho falado faz tempo. Eu acho que agora, que estamos conseguindo fazer o reset, reiniciar o nosso elenco, nós vamos fazer isso. E pra você criar uma identidade forte, a base é essencial. Uma mudança de divisão de cima pra baixo é muito mais difícil do que de baixo pra cima”, disse Cristiano em entrevista ao programa Globo Esporte.

O dirigente comentou ainda que a reta final da competição foi particularmente desgastante e evidenciou deficiências importantes. Sobre isso, ressaltou que “A gente sofreu muito durante o ano. Chegamos na reta final bem limitados, com elenco curto, poucas opções. Faltou entender o que o Cuiabá precisa”.

Ao tratar da reformulação, Dresch confirmou que vários jogadores não permanecerão no clube. Ele explicou que a saída desses atletas faz parte de um processo necessário de reconstrução. Segundo o presidente, “Safira, Jader, Alejandro Martínez não ficam. Carlos Alberto provavelmente não. Ainda não está cravado, mas dificilmente continua”.

O dirigente também reconheceu erros cometidos na montagem do grupo. Ele afirmou que algumas decisões contrariaram princípios que sempre orientaram sua gestão e que a experiência serviu de alerta. Como declarou, “Algumas contratações eu fui contra uma verdade que eu sempre tive, do que dá certo e do que não dá certo no futebol. Eu fui contra convicções e descobri que não dava certo. Serviu de lição. Tudo o que foi feito de errado não pode ser repetido”.

O presidente explicou ainda que o clube buscará reforços que cheguem prontos para assumir protagonismo. Ele enfatizou a importância de atletas experientes ao comentar que “A maioria dos jogadores que vamos contratar agora são experientes. Hoje todo clube quer jogador que lidera, que chama a responsabilidade. Não é fácil achar”.

Dresch destacou também a falta de poder de reação demonstrada pelo time em momentos decisivos. Ele observou que “Tinha situações que perdiam ou empatavam o jogo e não tinha reação. Isso aí faltou demais aqui. Pelo menos uns oito jogadores vamos contratar. Deve fechar essa quantidade no mínimo. No dia 27 dezembro se apresenta com todo mundo”.

Com discurso enfático, o presidente deixa claro que o Cuiabá entrará na próxima temporada com uma postura muito mais exigente e com um elenco profundamente remodelado para resgatar a identidade que considera indispensável ao clube.

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