O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR/MT) emitiu nota nesta terça-feira (7) manifestando repúdio à agressão praticada pelo jornalista Daniel Trindade contra o vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB), durante sessão legislativa realizada na noite de segunda-feira (6), na Câmara Municipal de Sinop.
No documento, a entidade classifica o ato como “inadmissível” e reforça que qualquer forma de violência é incompatível com a prática jornalística, que deve se basear no debate de ideias, no uso da palavra e na argumentação ética.
“A atividade jornalística é pautada pelo debate de ideias, pela palavra e pela argumentação. A agressão física é um recurso diametralmente oposto aos princípios éticos que regem a profissão e não representa a categoria dos jornalistas de Mato Grosso”, diz trecho da nota.
O SINDJOR/MT também expressou solidariedade ao parlamentar agredido e destacou que, por mais acirradas que sejam as críticas ou divergências, estas devem ser tratadas com civilidade e dentro dos limites legais, especialmente no ambiente legislativo, considerado um espaço central da democracia.
Além do repúdio público, o sindicato informou que a Comissão de Ética da entidade foi acionada e já deu início aos procedimentos internos para apuração do caso. Segundo o sindicato, o processo seguirá os trâmites previstos no estatuto, com garantia ao direito de defesa por parte do jornalista envolvido.
“Reafirmamos nosso compromisso com um jornalismo ético, responsável e que repudia a violência em todas as suas formas”, conclui a nota.
O caso
A confusão teve início após o vereador Marcos Vinícius divulgar, durante pronunciamento em plenário, um áudio em que o jornalista supostamente ofereceria vantagens em troca de apoio a projetos do Executivo. A denúncia gerou tensão no plenário e, ao fim da sessão, o parlamentar foi agredido com equipamento de gravação por Daniel Trindade, enquanto concedia entrevista à imprensa.
Imagens da agressão circularam nas redes sociais, gerando ampla repercussão. O vereador sofreu ferimentos na cabeça e registrou boletim de ocorrência. A Polícia Civil deve investigar o caso.



















