O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia (União), avaliou como quase certa a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento que começou nesta terça-feira (2/9) no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.
Segundo Garcia, as medidas de monitoramento adotadas pela Polícia Federal indicam a gravidade do processo. Ele citou o pedido de vigilância intensa, com policiais dentro da residência de Bolsonaro — negado pela Procuradoria-Geral da República — mas ressaltou que houve intensificação da segurança na área externa. Para ele, o cenário aponta para um desfecho desfavorável ao ex-presidente.
A Primeira Turma do STF reservou cinco dias e oito sessões para analisar o caso, entre 2 e 12 de setembro. A PGR sustenta que Bolsonaro e outros sete réus integraram o núcleo central de uma organização criminosa que buscava mantê-lo no poder após a derrota em 2022. Os acusados negam participação em trama golpista e pedem a rejeição das denúncias por falta de provas.
Garcia lamentou a possibilidade de prisão do ex-presidente e afirmou que o resultado poderá marcar negativamente a história do País. “Eu não acredito que tenha havido um golpe de Estado. Se Bolsonaro for preso, será uma página bastante infeliz da história do Brasil”, declarou.

















