O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, defendeu a continuidade do funcionamento do Hospital Estadual Santa Casa, mesmo após o Governo de Mato Grosso deixar oficialmente a gestão da unidade. A declaração ocorre em meio à incerteza sobre o futuro do hospital, que pode ser desativado com a inauguração do novo Hospital Central, prevista para o segundo semestre deste ano.
O secretário reforçou que o Governo do Estado não tem mais interesse em manter a gestão da Santa Casa, mas reconheceu sua importância e sugeriu que a Prefeitura de Cuiabá manifeste oficialmente o interesse em assumir a unidade.
“Se for do interesse do prefeito utilizar aquelas instalações, ele deve se manifestar e buscar os encaminhamentos legais para isso. A decisão do Governo do Estado é que a Santa Casa não estará mais sob sua gestão e, muito provavelmente, o prédio será levado a leilão”, afirmou nesta quinta-feira (5).
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), já sinalizou a intenção de assumir o hospital, mas declarou que o município não possui recursos próprios para adquirir o imóvel. Por isso, tem buscado apoio da Assembleia Legislativa (ALMT) e do Governo do Estado para evitar a venda para a iniciativa privada.
Durante audiência pública realizada na Assembleia, deputados estaduais se posicionaram contrários ao fechamento da Santa Casa e prometeram construir uma alternativa viável para manter a unidade funcionando.
Gilberto também compartilhou seu posicionamento pessoal sobre o caso. Ele lembrou que esteve à frente da reabertura da unidade em 2019, após um período de paralisação, e disse não querer ser lembrado como o gestor que fechou as portas da instituição.
“Defendo a continuidade dos trabalhos naquela unidade. Gostaria muito que houvesse uma solução, porque fui o responsável pela reabertura, e não gostaria de ser o responsável pelo fechamento”, declarou o secretário, em tom de desabafo.
A possível desativação da Santa Casa reacende o debate sobre a importância de preservar estruturas hospitalares históricas, especialmente em uma Capital que ainda enfrenta desafios no atendimento público de saúde.

















