Os corpos localizados em uma área de mata no bairro Pirinéu, em Várzea Grande, foram oficialmente identificados como sendo de Ricardo Oliveira Alves, de 41 anos, e seu filho, Ryan Matos Alves, de 18. A confirmação veio por meio de exames de DNA realizados pelo Laboratório Forense da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e foi divulgada nesta sexta-feira (4/4).
Os resultados foram obtidos a partir da identificação de vínculo genético com a mãe e avó paterna das vítimas, que forneceu amostra genética na unidade da Politec. Os materiais foram processados no Laboratório Forense da Capital e comparados com amostra biológica das vítimas. Mediante os resultados, os corpos serão liberados aos familiares.

Laboratório da Politec
Os restos mortais haviam sido encontrados no dia 17 de março deste ano em um cemitério clandestino, mas apenas agora, com o resultado dos exames periciais, foi possível identificar com precisão as vítimas. Ricardo e Ryan estavam desaparecidos desde o fim de 2024, após se mudarem para Mato Grosso vindos de outros estados. O caso ganhou projeção nacional ao ser exibido no último domingo (9) no programa Domingo Espetacular, da Record TV.
Conforme apurado pela reportagem da emissora, Ryan saiu de Manaus (AM) com destino a Várzea Grande no dia 27 de novembro, para reencontrar o pai. Dois dias depois, desapareceu. Pouco tempo depois, Ricardo também sumiu. Desde então, familiares enfrentavam o desespero da ausência sem explicações, cobrando respostas das autoridades.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que pai e filho foram assassinados por integrantes do Comando Vermelho (CV), facção que atua na região onde os corpos foram achados. Investigações indicam que ambos estiveram no bairro Pirinéu, área dominada pelo tráfico de drogas. Uma das suspeitas é de que Ryan, que teria histórico de dependência química, tentou adquirir drogas sem pagar, o que teria provocado uma retaliação por parte do grupo criminoso.
“Acreditamos que ele não tinha dinheiro e pode ter tentado comprar entorpecentes. Como era de fora, o Comando pode ter reagido e, para evitar que o pai denunciasse, acabaram matando os dois”, disse uma fonte ligada ao inquérito.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A tragédia envolvendo Ricardo e Ryan evidencia, mais uma vez, os riscos enfrentados por quem vive em regiões onde o tráfico impõe regras e pune com violência, e também reforça a urgência de respostas eficazes para famílias que lidam com o drama do desaparecimento de entes queridos.
















