A Câmara Municipal de Várzea Grande anunciou a composição das suas comissões permanentes para o biênio 2025-2026, conforme portaria publicada pela Mesa Diretora. O que mais chamou atenção foi a nomeação do vereador Jânio Calistro (União) como presidente da Comissão de Ética Parlamentar. Ele já foi preso e denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) pela associação para o tráfico de drogas, no âmbito da operação Cleanup, que investigou um esquema envolvendo outros 34 denunciados.
A designação de Calistro Lemes para liderar a comissão que zela pelo decoro parlamentar gerou polêmica. Ele foi acusado de integrar uma rede de tráfico de drogas e, à época da prisão, o Ministério Público exigiu a decisão do processo devido à complexidade do caso e ao grande número de envolvidos.
Além da Comissão de Ética, outras 13 comissões foram constituídas. Entre elas, destaca-se como tratam de temas sensíveis, como saúde, educação e segurança pública. A Comissão de Saúde será presidida pelo vereador Miguel Angel Claros Paz Júnior, enquanto a Comissão de Segurança Pública ficará sob a liderança de Cleyton Nassarden Guerra.
A composição das comissões é vista como estratégica para o funcionamento da Câmara, uma vez que elas analisam e dão opiniões sobre projetos de lei antes de serem submetidos ao plenário. Entretanto, a indicação de figuras envolvidas em escândalos criminosos para posições de relevância tem levantado questionamentos sobre a ética e a variação da Casa de Leis.
Além disso, algumas comissões contam com nomes que acumulam funções em diferentes frentes. Por exemplo, Kleberton Feitoza Eustáquio é membro de quatro comissões, sendo presidente da Comissão de Loteamento e vice-presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos.
A Câmara ainda não se manifestou oficialmente sobre as críticas relacionadas à escolha de Calistro Lemes para a Comissão de Ética. Entretanto, o caso reacende o debate sobre a necessidade de maior rigor na avaliação dos critérios para a nomeação de membros dessas comissões.
















