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Corregedoria da Polícia Civil instaura sindicância contra delegado que tentou ser prefeito

Envolvido em várias polêmicas, o delegado Eric Fantin, que foi candidato a prefeito em Brasnorte, é alvo de sindicância sob acusação de não ter tratado superior hierárquico, subordinados ou colegas com o respeito devido

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O delegado da Polícia Civil Eric Márcio Fantin está sendo alvo de uma sindicância administrativa, instaurada pela Corregedoria da corporação, sob a acusação de não ter tratado superior hierárquico, subordinados ou colegas com o respeito devido. A investigação foi formalizada por meio de uma portaria assinada pelo corregedor Sérgio Paulo de Oliveira Medeiros e o escrivão Gerson Eduardo Nogueira, no dia 17 de outubro.

Conforme apurado pela reportagem, outras sindicâncias envolvendo o delegado já haviam sido abertas em novembro de 2023 e outubro de 2022. O procedimento atual segue o prazo estabelecido de 30 dias, prorrogáveis, conforme o Estatuto da Polícia Civil de Mato Grosso (Lei Complementar 407/2010). Além da falta de respeito em ambiente profissional, Fantin é investigado por supostas violações às normas e regulamentos do regimento interno da Polícia Civil, e por não zelar pela valorização da função policial nem pelo respeito à dignidade humana, conforme previsto na legislação da corporação.

O delegado Eric Fantin ganhou notoriedade recentemente ao disputar as eleições para prefeito de Brasnorte, município a 580 km de Cuiabá, nas quais recebeu 4.479 votos, sendo derrotado por Edelo Ferrari (União) por uma margem de 155 votos. Além disso, Fantin foi alvo de um ataque à sua residência, que teria sido alvejada por criminosos, supostamente com a intenção de intimidá-lo. O inquérito, no entanto, foi arquivado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Fantin também esteve envolvido em uma polêmica pessoal durante sua campanha eleitoral, quando vídeos e fotos íntimos do delegado com uma mulher foram vazados nas redes sociais. Embora inicialmente tenha negado a autenticidade do material, posteriormente ele admitiu que havia traído a esposa. Em setembro, a Polícia Civil prendeu F.S.L., um cabeleireiro de 30 anos, sob suspeita de ter divulgado os vídeos. O caso é investigado sob a alegação de crime de divulgação de cena de sexo sem consentimento, conforme o Artigo 218-C do Código Penal, além de difamação eleitoral, prevista no Artigo 325 do Código Eleitoral.

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