Na manhã dessa segunda-feira (9/9), o ex-ministro da Agricultura e Pecuária Blairo Maggi comentou sobre as queimadas no Estado, afirmando que são cíclicas e que há 30 anos presenciou uma situação semelhante. Ele destacou que os produtores rurais de Mato Grosso têm se preparado para o combate, mas precisam de união e apoio do governo.
“Eu já vi essas queimadas na mesma proporção há uns 30 anos, tivemos um período muito seco. Entrou fogo, inclusive nas florestas, ali em Matupá, Peixoto. Se você passava por lá, conseguia ver as chamas por dias e dias dentro da floresta. Essas coisas são cíclicas. Elas acontecem. A gente tem que estar preparado para fazer os combates”, explicou.
Como produtor rural, Maggi afirmou que ele e outros agricultores possuem suas próprias brigadas, mas que nos momentos de incêndio é necessária toda ajuda possível.
“Todos os agricultores têm as suas brigadas e são grandes. E o que tem entre os agricultores da região é um espírito de colaboração muito íntimo. Qualquer problema que uma fazenda tem, ela não tem condições de fazer o enfrentamento sozinha, mas tem equipamentos para começar”, pontuou.
O ex-ministro reforçou que as empresas precisam estar preparadas para esse tipo de situação, já que o tempo de reação antes que o incêndio se alastre é muito curto.
“Tem entrado fogo em tudo quanto é lado, tá muito seco e é muito perigoso. Ainda hoje pela manhã eu participei da reunião na Amaggi, fiz uma recomendação para todo o nosso pessoal tomar muito cuidado, redobrar as suas observações, ver se o nosso sistema de água, as cisternas, as bombas, se tá tudo funcionando, porque quando começa um fogo você tem um tempo muito pequeno”, destacou.
Os 142 municípios de Mato Grosso registraram juntos mais de 3.488 áreas queimadas durante os primeiros 8 meses de 2024, segundo dados monitorados pelo Instituto Centro de Vida, com base no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A situação preocupante colocou o estado em primeiro lugar no ranking de queimadas no Brasil.
Além do Pantanal, o Parque Estadual Cristalino II, entre Alta Floresta e Novo Mundo, tem sofrido com os incêndios que avançam em diversos pontos da área de conservação, registrando um aumento de 40% nas queimadas em 2024, em comparação ao mesmo período de 2022.




















