O governador Mauro Mendes (União) concedeu uma entrevista à imprensa nesta segunda-feira (11/12) onde comentou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra 22 pessoas, entre médicos, empresários e servidores públicos, por fraudes em contratos de serviços médicos e hospitalares em várias cidades do Estado. Ele aproveitou para sair em defesa de uma de suas servidoras.
Mendes afirmou que já conhecia o fato e que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) pediu uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) assim que recebeu uma denúncia anônima.
A auditoria identificou que foram pagos R$ 229 mil de plantões médicos não realizados e que a secretaria bloqueou R$ 900 mil, valor superior ao supostamente desviado.
“O erário público não foi e não será prejudicado. Nós colaboramos com as investigações e vamos colaborar sempre, tanto que a auditoria que a CGE fez neste contrato foi pedido pela SES, identificou-se o montante e o dinheiro está bloqueado lá para eventual responsabilização e reparação de dano causado”, disse o governador.
Mendes também saiu em defesa da secretária adjunta de Gestão Hospitalar do Estado, Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, que foi denunciada pelo MPE por facilitar e direcionar as licitações para as empresas da organização criminosa. Ele disse que recebeu a informação que ela pediu o afastamento e que vai provar na justiça que não houve dolo de sua parte.
“Uma secretária adjunta lida com mais de mil processos por mês. Quem tem que cuidar disto é o fiscal do contrato, é o diretor, as pessoas que estão na unidade. Seria o mesmo que responsabilizar o governador que aqui está. Eu não sei 1% daquilo que acontece no estado inteiro”, argumentou.
O governador ressaltou que a denúncia é baseada em alguns fatos e evidências e que cabe a Justiça apurar. Ele disse que confia na inocência da secretária adjunta e que espera que o caso seja esclarecido o mais rápido possível.
A denúncia do MPE foi resultado da Operação Espelho, que investigou uma organização criminosa que fraudava contratos de serviços médicos e hospitalares em várias cidades do Estado, valendo-se da situação de calamidade pública em decorrência do COVID-19.
O MPE quer que os acusados sejam punidos por organização criminosa, peculato e fraude à licitação, além de perderem seus cargos públicos e devolverem mais de R$ 57,5 milhões que teriam sido desviados dos cofres públicos.
Os contratos fraudados envolviam o Hospital Municipal de Várzea Grande, o hospital de Guarantã do Norte e outros danos à sociedade.


















