O procurador Marcelo Ferra de Carvalho pediu que as ações de improbidade administrativa que investigam desvios de recursos públicos no Detran sejam julgadas conjuntamente. Ele alegou que os processos são conexos e que a ação mais recente, originada da Operação Bereré, tem provas mais robustas, inclusive com delações premiadas.
As ações envolvem empresários, parlamentares e outros acusados de participar de um esquema de direcionamento de licitação e pagamento de propina relacionado à empresa EIG MERCADOS LTDA (antiga FDL). A empresa teria usado uma empresa fantasma, a SANTOS TREINAMENTOS, para repassar dinheiro ilícito aos beneficiários.
O procurador afirmou que a ação mais antiga, proposta em 2013, é mais restrita do que a ação da Bereré, proposta em 2019, após muita investigação e compartilhamento de documentos pelo Juízo Criminal. Ele disse que seria mais prudente e eficaz que as provas fossem produzidas em conjunto, pois todos os envolvidos na primeira ação são réus na segunda.
Caso o pedido de suspensão do processo não seja acolhido, o procurador requereu a oitiva de oito réus e seis testemunhas do juízo. Entre eles, estão o ex-governador Silval Barbosa, o ex-presidente do Detran Teodoro Moreira Lopes e o sócio proprietário da EIG José Ferreira Gonçalves Neto.
O pedido será analisado pelo Juízo.
















